ETIQUETAR, COMO COMEÇOU?

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Este é o primeiro post do Blog da Artgraf Etiquetas!

Trata-se de um momento marcante para nós, pois o lançamento deste Blog ocorre exatamente no ano em que completamos 30 anos de empresa e 7 anos de E-Commerce (nosso aniversário será no dia 01/09/2015).

Nos orgulhamos em dizer que hoje somos referência no E-commerce de Etiquetas e mantemos sempre a premissa de ser “A mais completa loja de etiquetas da internet.”

Neste primeiro post, vamos transcrever um texto muito interessante, extraído do Guia de Normalização para Confecção, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) em parceria com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), que trata do surgimento da Lei das Etiquetas, bem como da importância da etiqueta em uma peça de roupa.

ETIQUETAR, COMO COMEÇOU?
Desde 1973 é implementada a Lei das Etiquetas na área têxtil, abrangendo da fibra até a confecção, com o objetivo de melhor informar o consumidor, bem como garantir uma concorrência leal entre fabricantes.
Na época, o grande ¨boom¨ das fibras químicas causavam dúvidas entre os consumidores sobre o que realmente estavam comprando: era um produto puro ou misto? Havia aquela dona de casa que desejava as facilidades do lençol misto de algodão e poliéster, pela sua rápida secagem e facilidade de passadoria, ou aquele cavalheiro que desejava a casemira de pura lã. Porém nem sempre era possível queimar um fiozinho para saber quais fibras estavam presentes.
Com a implementação da etiquetagem têxtil, o consumidor passou a saber quais são os componentes presentes no seu produto, antecipando em 19 anos uma das exigências do Código de Defesa do Consumidor, onde até um pãozinho da padaria deve ter declarado as suas matérias-primas e insumos utilizados.
Com o trabalho de fiscalização têxtil do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (IPEM’s) foi observada a necessidade de atualizar a primeira portaria e inserir novas tecnologias de produtos têxteis, características específicas de etiquetagem, adequando o que deveria ser descrito no produto, o que poderia ser descrito na embalagem e outras inovações, gerando as novas resoluções e portarias.
A principal exigência de esclarecimento era a composição (terminologia de fibras) de normas que orientavam os produtores e laboratórios para indicarem a composição das fibras, de normas de identificação das fibras e de normas de análise quantitativa das fibras, cujos ensaios detectam os percentuais que compõem o material têxtil.
Com a unificação comercial do MERCOSUL houve a necessidade de verificar-se os parâmetros técnicos de cada um dos países e unificar as exigências, pois uma exigência técnica não pode constituir uma barreira ao comércio.
Dessa forma ocorreram várias reuniões entre técnicos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, além das consultas às entidades de classe de cada um desses países para desenvolver a unificação das exigências para artigos têxteis.
Em novembro de 1999, em Blumenau, o INMETRO, em conjunto com entidades interessadas, apresentou e discutiu a nova resolução, que recebeu sugestões.
Em 31 de maio de 2001, a Resolução foi assinada pelo presidente do INMETRO com o período de 180 dias para adequação, sendo assim as empresas que possuíam fibras têxteis em seus produtos – desde fibras, fios, tecidos, confecções, mobiliário etc – deviam adequar suas etiquetas até 13 de dezembro de 2001.
De inovador a nova resolução trazia além da indicação da composição das fibras, a obrigatoriedade de declarar quem produziu ou importou o produto têxtil, seu respectivo CNPJ ou equivalente identificação fiscal, a indicação do país de origem, uma identificação de dimensão de tamanho e os códigos de cuidados para conservação do material.
Houve grande apoio na divulgação da resolução, principalmente a Cartilha
sobre Etiquetagem lançada, em 20 de setembro de 2001, pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), da qual o Comitê de Normalização Têxtil e do Vestuário da ABNT participou. Foram desenvolvidas várias palestras e outras associações e sindicatos se mobilizaram, conjuntamente, ao INMETRO e IPEM’s objetivando a divulgação da nova resolução.
Essas entidades fizeram a solicitação de um maior prazo para adequação, visto que em especial na confecção e no comércio, a reetiquetagem dos produtos se torna impossível sem depreciar a sua qualidade, pois a etiqueta em sua maioria é inserida junto a alguma costura de montagem da peça.
Sensível a essa necessidade o INMETRO prorrogou a adequação das normas de 13 de dezembro de 2001 para abril de 2002, porém não foi o suficiente, pois os estoques de inverno ainda não haviam sido totalmente vendidos. Sendo assim, houve uma nova prorrogação para os materiais comprovadamente em estoques até 12 de abril de 2002, que venceria em 12 de outubro de 2003.
As inovações da nova resolução trouxeram as seguintes vantagens:
a) garantia de concorrência leal no mercado;
b) melhor esclarecimento para toda a cadeia produtiva;
c) melhor esclarecimento ao consumidor;
d) demonstração da lealdade da empresa com seu consumidor.

POR QUE AS ETIQUETAS GARANTEM CONCORRÊNCIA LEAL NO MERCADO?
Só as empresas formais, que possuem razão social e CNPJ, podem assumir junto ao consumidor seu produto. Estas sabem o quanto é custoso manter a legalidade de uma empresa formalmente estabelecida. E quando chegam ao mercado, por muitas vezes, concorrem com empresas que não contribuem um centavo com o bem comum ou com os direitos trabalhistas de seus colaboradores.
A declaração de características do produto têxtil além de esclarecer a composição, também elucida o consumidor de quem fornece o que em termos de tipos de fibras, as facilidades de cuidados e conservação, tamanho das peças etc. Constituem portanto numa declaração do fornecedor ao cliente.

POR QUE MELHOR ESCLARECEM TODA A CADEIA PRODUTIVA?
Com as novas exigências todas as áreas são atingidas, desde a fibra – atende e protege as fiações que se baseiam nessas informações para programar suas produções. Os fios, com as respectivas informações, atende e protege as malharias e tecelagens planas, como também quem adquirir linhas de costura tem indicações que devem obrigatoriamente ser verídicas, implicando em infração, caso de forma desleal alguém declare uma inverdade.

POR QUE ESCLARECEM MELHOR O CONSUMIDOR?
Porque esclarece também ao consumidor quanto a composição das fibras, graças a Leidas Etiquetas que vigora desde a década de 70. Ao receber essa informação os magazines e lojistas em geral observam que critérios os consumidores utilizam para fazer suas compras.
Por exemplo: “Gosto de camisa social que tenha fibra sintética na composição, pois não amassa tanto.” ou “Prefiro camiseta 100% algodão, pois não forma bolinhas”, que vendedor já não ouviu isso de um cliente?
Esclarece o consumidor também quanto aos cuidados de preservação do material, indicando o que deve ser feito para garantir uma durabilidade maior no bem adquirido, bem como protege o consumidor de comprar produtos têxteis que exijam cuidados extremos que o cliente não terá condição de aplicar, por exemplo, na compra de uma blusa a consumidora constata que a única forma de lavá-la é a seco, porém o custo da blusa é praticamente o preço da lavagem em uma tinturaria, e caso ela tente lavar a úmido sabe que perderá seus direitos a reclamação.
A colocação dos cuidados pode ser informada por símbolos internacionalmente normalizados, por textos descritos em norma para evitar informações incompletas ou ainda colocar o símbolo acompanhado por texto.
Muitos produtores alegam que os consumidores não conhecem os símbolos, porém esse reconhecimento dos símbolos só ocorrerá com o tempo, pois se tornará um hábito. A norma internacional data de 1981 na ISO e de 1988 no Brasil. Em 1991, na ISO, houve revisão e a ABNT, em 1994, a revisou, também, pois eram símbolos que circulavam apenas em algumas roupas, em especial nas roupas de empresas exportadoras.
A colocação apenas dos símbolos cumpre a resolução e economiza espaço na etiqueta, porém a indicação dos símbolos com os respectivos textos explicativos na embalagem ou no “tag” da roupa permite o esclarecimento ao consumidor, até que este se acostume plenamente com a simbologia, tal qual aconteceu com os símbolos de faixa etária nos brinquedos, com os sinais de trânsito etc.

POR QUE A NOVA ETIQUETAGEM DEMONSTRA A LEALDADE DO PRODUTOR AO CONSUMIDOR?
Pelo fato da etiqueta atual se apresentar como um documento amplo sobre o produto fornecido, ou seja, é uma declaração do produtor assumindo a autoria quando indica sua razão social e CNPJ, declarando o conteúdo presente conforme recomenda o Código de Defesa do Consumidor, declarando a forma de cuidado para garantir a durabilidade. Antes traziam indicações que pouco diziam ao consumidor, tais como “lavar com sabão neutro”, porém sem esclarecer se neutro de aroma ou neutro de alcalinidade; “enxaguar bem” significa enxaguar duas ou mais vezes?; “usar ferro morno”, mas para tecidos pesados o morno tem uma temperatura superior que para passar tecidos leves. Essas eram algumas das indicações mais frequentes que pouco esclareciam o consumidor e podiam levar a uma reclamação, mas com as indicações de norma da ISO 3758 o produtor passou a ser obrigado a ter objetividade nas informações.

A Artgraf comercializa todo tipo de etiqueta que uma confecção possa necessitar, tais como: Etiquetas Bordadas Personalizadas, Etiquetas Estampadas Personalizadas, Tags e Etiquetas para você mesmo fazer.

Esperamos que tenham gostado do assunto. Em breve publicaremos mais matérias interessantes.

Fiquem a vontade para comentar, compartilhar e participar!


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